quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Movimento Sem Terra ocupa sede do MPF em Sousa

Assentados pedem Reforma Agrária nas Várzeas de Sousa

Aproximadamente 300 pessoas do Movimento Sem Terra dos assentamentos Pedra Branca, Nova Olinda e Emiliano do município de Aparecida, ocuparam, no começo da tarde desta terça-feira (03), as dependências da sede do Ministério Público Federal (MPF), na cidade de Sousa. 

O objetivo da ocupação foi reivindicar das autoridades a decisão do INCRA. Existia um contrato entre o Governo do Estado e o INCRA, desde o dia 24 de maio de 2004, para que 141 Famílias de Agricultores fossem assentadas, e adquirissem lotes das Várzeas de Sousa.

O contrato terminou na sexta-feira passada, levando a crer os agricultores que suas lutas estavam perdidas, e, portanto, resolveram ocupar as dependências do MPF em Sousa para uma conversa com as autoridades sobre o assunto.

Os agricultores informaram que principalmente no assentamento, Pedra Branca está faltando tudo: água, alimentos, e atenção especial por parte do Governo do Estado para concluir o trabalho da Reforma Agrária dentro do Perímetro das Várzeas de Sousa, que irá beneficiar 141 Famílias que aguardam o acordo final com o INCRA.

Segundo o Agricultor, José Correia Duarte, do Acampamento Emiliano, a mobilização realizada na tarde desta terça-feira (03) em frente à sede do MPF de Sousa para cobrar e revindicar do Governo do Estado e do INCRA que eles cumpram que acordaram desde 2004, e até hoje não foram resolvidas.

O Movimento dos Sem Terra disse que estava pronto para dialogar com o Governo do Estado, e com o INCRA que simplesmente deram as costas para as reivindicações acordadas há oito anos.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Aparecida, Valéria, disse que o sentimento dela era de tristeza por que até hoje o problema dos agricultores acampados não foi solucionado.

- Eu dou total apoio para que as pessoas possam se mobilizar e conquistar da forma deles de movimento e protesto suas reivindicações. Peço respeito das pessoas que possam compreender isso, frisou.

O Movimento espera que os Promotores Federais recebam a comissão para poderem tratar sobre os Assentamentos das Várzeas de Sousa.

Da Redação (com Folha do Sertão)

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