quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Couto e Lenildo se unem contra Charliton em debate

Dois candidatos falam em candidatura própria e Luiz não expõe sua posição


O ultimo debate entre os candidatos Charlinton Machado, Lenildo Morais e Luiz Couto a presidente do PT estadual foi marcado com acusações contra o Governo Ricardo Coutinho por estar frustrando a Paraíba. O deputado federal Luiz Couto acusou o prefeito Luciano Cartaxo de atuar no processo em favor de seus candidatos, da mesma forma que Lenildo mostrou-se defensor da candidatura própria e o candidato Charlinton Machado tratou o parlamentar federal de dissidente e aliado do governador - este assumindo o apoio a Ricardo no segundo bloco.
No primeiro bloco, todos os candidatos disseram que defendem a candidatura à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, mas demonstraram ter diferença no encaminhamento das políticas. Luiz Couto disse que defende o Governo Ricardo porque o Governo Federal tem oitenta obras sendo executadas pelo governador e ele reconhecendo nos palanques.

Ao serem questionados sobre uma declaração recente do presidente do PMDB da Paraíba, José Maranhão, cobrando que a executiva nacional peemedebista exija reciprocidade do PT nas eleições estaduais de 2014, os candidatos se dividiram. Luiz Couto afirmou que a cobrança do PMDB era uma "chantagem" e que o partido não poderia se dobrar à vontade de outra sigla, especialmente uma que ameaça a governabilidade da presidente Dilma Rousseff, como na polêmica atual sobre as regras de nomeação para o Banco Central. Já Lenildo Morais considerou "natural" o posicionamento do PMDB. Segundo ele, é normal que um partido use as estratégias que achar adequadas para atrair o apoio de outro. Mesmo assim, disse que cabe ao PT resistir e lançar candidatura própria ao Governo do Estado. Charliton adotou um tom parecido ao de Luiz Couto e rechaçou o pedido de Maranhão, ressaltando que defende uma postura de protagonismo do PT.

Na rodada de perguntas entre os candidatos, Charliton quis saber se Luiz Couto retiraria o apoio ao governador Ricardo Coutinho e ouviu do colega a seguinte resposta:
"Quando eu for eleito presidente do PT, vou realizar plenárias e reunirei a militância para que ela diga que postura quer que o partido adote em 2014. Não sei porque Charlinho fala tanto em Ricardo Coutinho. Parece que ele tem um amor recolhido pelo governador. Eu, ao contrário, defendo prioritariamente a reeleição da companheira Dilma Rousseff para presdiente da República".
Na indagação feita a Lenildo Morais, Charliton lembrou a candidatura do petista a prefeito de Patos em 2012 e um slogan adotado por ele no início da campanha que dizia ser a postulação "prego batido e ponta virada", ou imutável. Depois, Lenildo acabou se aliando a Francisca Motta, do PMDB, e figurando como vice na chapa. Charliton questionou se as opiniões do colega poderiam ser confiáveis depois disso.

"Eu era candidato, mas atendi a um apelo do partido para firmar uma composição. Acho que Charliton tem uma paixão imensa pelo PSDB porque se eu não tivesse sido um instrumento do PT para viabilizar a eleição de nosso grupo no ano passado, seria um tucano a administrar o município de Patos agora. Em nome do partido, eu recueei", 

declarou Lenildo, que ainda acusou o professor de ter estado ausente dos eventos petistas por seis anos: "Charliton ficou de lundun por seis anos e sumiu da vida do PT. Voltou agora".

"Talvez o companheiro não tenha se informado sobre minha atuação no partido porque mora lá em Patos e não acompanha de perto a rotina partidária aqui em João Pessoa. Eu estive lutando pela eleição do companheiro Luciano Cartaxo em João Pessoa, onde nenhum dos meus adversários esteve quando o PT precisava de ajuda para efetivar o protagonismo no pleito", retrucou Charliton.



Com informações:
WSCOM/Parlamentopb

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