Dois candidatos falam em candidatura própria e Luiz não expõe sua posição
O ultimo debate entre os
candidatos Charlinton Machado, Lenildo Morais e Luiz Couto a presidente do PT
estadual foi marcado com acusações contra o Governo Ricardo Coutinho por estar
frustrando a Paraíba. O deputado federal Luiz Couto acusou o prefeito Luciano
Cartaxo de atuar no processo em favor de seus candidatos, da mesma forma que
Lenildo mostrou-se defensor da candidatura própria e o candidato Charlinton
Machado tratou o parlamentar federal de dissidente e aliado do governador -
este assumindo o apoio a Ricardo no segundo bloco.
No primeiro bloco, todos
os candidatos disseram que defendem a candidatura à reeleição da presidenta
Dilma Rousseff, mas demonstraram ter diferença no encaminhamento das políticas.
Luiz Couto disse que defende o Governo Ricardo porque o Governo Federal tem
oitenta obras sendo executadas pelo governador e ele reconhecendo nos
palanques.
Ao serem questionados
sobre uma declaração recente do presidente do PMDB da Paraíba, José Maranhão,
cobrando que a executiva nacional peemedebista exija reciprocidade do PT nas
eleições estaduais de 2014, os candidatos se dividiram. Luiz Couto afirmou que
a cobrança do PMDB era uma "chantagem" e que o partido não poderia se
dobrar à vontade de outra sigla, especialmente uma que ameaça a governabilidade
da presidente Dilma Rousseff, como na polêmica atual sobre as regras de
nomeação para o Banco Central. Já Lenildo Morais considerou "natural"
o posicionamento do PMDB. Segundo ele, é normal que um partido use as
estratégias que achar adequadas para atrair o apoio de outro. Mesmo assim,
disse que cabe ao PT resistir e lançar candidatura própria ao Governo do
Estado. Charliton adotou um tom parecido ao de Luiz Couto e rechaçou o pedido
de Maranhão, ressaltando que defende uma postura de protagonismo do PT.
Na rodada de perguntas
entre os candidatos, Charliton quis saber se Luiz Couto retiraria o apoio ao
governador Ricardo Coutinho e ouviu do colega a seguinte resposta:
"Quando eu for eleito presidente do PT, vou realizar plenárias e reunirei a militância para que ela diga que postura quer que o partido adote em 2014. Não sei porque Charlinho fala tanto em Ricardo Coutinho. Parece que ele tem um amor recolhido pelo governador. Eu, ao contrário, defendo prioritariamente a reeleição da companheira Dilma Rousseff para presdiente da República".
Na indagação feita a
Lenildo Morais, Charliton lembrou a candidatura do petista a prefeito de Patos
em 2012 e um slogan adotado por ele no início da campanha que dizia ser a
postulação "prego batido e ponta virada", ou imutável. Depois,
Lenildo acabou se aliando a Francisca Motta, do PMDB, e figurando como vice na
chapa. Charliton questionou se as opiniões do colega poderiam ser confiáveis
depois disso.
"Eu era candidato, mas atendi a um apelo do partido para firmar uma composição. Acho que Charliton tem uma paixão imensa pelo PSDB porque se eu não tivesse sido um instrumento do PT para viabilizar a eleição de nosso grupo no ano passado, seria um tucano a administrar o município de Patos agora. Em nome do partido, eu recueei",
declarou Lenildo, que ainda acusou o professor de ter estado ausente dos
eventos petistas por seis anos: "Charliton ficou de lundun por seis anos e
sumiu da vida do PT. Voltou agora".
"Talvez o companheiro não tenha se informado sobre minha atuação no partido porque mora lá em Patos e não acompanha de perto a rotina partidária aqui em João Pessoa. Eu estive lutando pela eleição do companheiro Luciano Cartaxo em João Pessoa, onde nenhum dos meus adversários esteve quando o PT precisava de ajuda para efetivar o protagonismo no pleito", retrucou Charliton.
Com informações:
WSCOM/Parlamentopb





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