quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Renúncia de Luceninha deixa adversários políticos perplexos e questionando decisão

Deputado estadual Trócolli Júnior (PMDB)
Os adversários políticos de Luceninha, ex-prefeito de Cabedelo que renunciou ao cargo na tarde desta quarta-feira (20), ficaram tão perplexos com a atitude do ex-gestor quanto seus aliados.

O deputado estadual Trócolli Júnior (PMDB), que, na disputa de 2012, perdeu a legenda para Luceninha para disputar o cargo maior do executivo cabedelense, afirmou que este é só o primeiro ato de uma grande tragédia que vai se abater sobre Cabedelo.

"O que já era ruim com Luceninha ainda pode piorar. Esse grupo que está aí há mais de 20 anos desgasta a cidade de Cabedelo, não deixa a cidade avançar. E com Leto as coisas só vão piorar. Esta tragédia está só começando", afirmou.

Trócolli não vê Leto com bons olhos. Para o deputado, o novo prefeito da cidade faz do mandato "um negócio".

"Não tem visão de projeto coletivo. Leto não acredita no coletivo, mas sim no dinheiro. Ele faz política por negócio, e não por sacerdócio", disparou.

Por fim, o deputado lamentou que, uma cidade com tamanho potencial, não sai do lugar. "Cabedelo é a cidade com a maior renda per capita do Estado. Mesmo assim não consegue avançar. Tudo por conta da inoperância e da inabilidade de seus administradores", disse.

Perplexo
Já Wellington Brito (PSB), adversário de Luceninha nas últimas eleições, se disse perplexo quando soube da renúncia do ex-prefeito, que deixou o cargo após onze meses de mandato.

Para ele, a renúncia pode ter sido motivada por algo maior e mais misterioso. "Tem algo grave por trás disso. Não vejo Luceninha como um incompetente. Alguma coisa muito séria aconteceu para ele tomar esta decisão", disse.

Brito coloca as diferenças políticas com Luceninha de lado e afirma que, apesar da gestão estar indo mal das pernas, isso não se justifica a renúncia do peemedebista.

"Somos adversários políticos, temos nossas divergências, mas não somos inimigos políticos. Eu nunca vi nada igual a isso. Achei muito estranho. Como um capitão, que é sempre o último a deixar o barco, acaba sendo o primeiro a abandona-lo?", questionou.

Sobre a nova gestão, Brito afirma que ainda é uma incógnita. "São grupos diferentes. O grupo de Luceninha não dava espaço para o grupo de Leto. É um verdadeiro mistério como será esta nova gestão. Tudo está muito complicado, e Cabedelo acaba perdendo muito com tudo isso", concluiu.

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