quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Paraíba já registra 102 homicídios de mulheres

Os dados mostram que a sociedade ainda precisa se engajar mais nas ações de defesa dos direitos da mulher
Nos primeiros 10 meses deste ano, 102 mulheres foram assassinadas na Paraíba, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado. O número reflete uma estatística preocupante e revela que a violência contra a mulher continua a fazer muitas vítimas,apesar de uma leve redução de casos registrados nos últimos dois anos. No ano passado, 138 mulheres foram mortas.


Segundo a coordenadora do Centro da Mulher 8 de Março, Irene Marinheiro, a luta das entidades, sejam elas de caráter público ou não, tem surtido efeito ao longo do tempo, pois a legislação que protege os direitos da mulher tem sido cumprida, principalmente no que diz respeito a punição dos agressores.

As mulheres também são vítimas de outros tipos de violência e a maioria dos agressores estão em suas próprias casas.

Conforme informações da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana do Estado, as ameaças de morte, injúrias e lesões corporais lideram o ranking dos casos de violência contra a mulher registrados na Paraíba.

“A Lei Maria da Penha está começando a ser efetivamente cumprida, mostrando aos agressores que seus crimes não ficarão impunes. A criação do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, bem como a estrutura de apoio das casas abrigo e dos centros de referências especializados de assistência social (Creas), também foi um avanço, uma vez que ao saber que será acolhida e protegida, a mulher vítima de agressão se sente mais segura para denunciar”, ressaltou Irene.

Apesar disso, os dados mostram que a sociedade ainda precisa se engajar mais nas ações de defesa dos direitos da mulher, na avaliação da coordenadora do Centro da Mulher 8 de Março.

“O machismo ainda impera nas relações sociais. Prova disso é que a maior parte dos casos de violência ocorre no ambiente familiar e são praticados pelos companheiros. Para mudar essa realidade, além de fortalecer essa estrutura de apoio, é necessário que a sociedade assuma seu papel, denunciando os casos e conscientizando sobre as consequências desses atos. Fazendo isso, teremos mais punições efetivas”, afirmou.
jornaldaparaíba

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