Agindo como quem toma sopa quente, pelas beiradas, Lenildo Moraes, depois que voltou à Paraíba, vindo não sei de onde, tem demonstrado uma sagacidade de fazer inveja até mesmo aos mais atilados políticos mineiros.
Aportando em Patos ha coisa de dois anos, conhecedor de que o PT local carecia de liderança, foi logo reunindo a turma, assumindo o leme de um barco em vias de naufrágio, e mandou ver: todos teriam que romper imediatamente com o prefeito Nabor Wanderley, entregar todos os cargos, inclusive o único vereador do partido, Edleudo Lucena, teria que seguir os companheiros e passar a oposição. Todos obedeceram como cordeirinhos, já que Lenildo anunciou com a firmeza de um petista que, “prego batido e ponta virada”, sairia candidato a prefeito, criando por aqui a tão desejada e quase impossível terceira via, fazendo sérias críticas ao esquema do então prefeito, segundo ele, à época, componente de uma nefasta oligarquia que continua perdurando até hoje e a qual, inteligentemente, se aliou posteriormente. Pregando aos quatro ventos ser amigo pessoal de Lula e de Dilma – papa e “papiza” do PT e do Brasil, imediatamente cooptou toda a imprensa local, ávida de novidades políticas, numa terra onde imperavam – e ainda imperam – duas únicas famílias, desde antanho.
Ocorre que o seu intento era outro: precisava se mostrar, aparecer, ser conhecido além do tio Adilton. Conseguiu. E o que é melhor, transformou-se em objeto do desejo do PMDB, useiro e vezeiro em pegar carona no prestígio alheio. Desbancando nomes fortes, como por exemplo, Bonifácio Rocha – PSB -, que depois alegou fidelidade ao governador, de quem chegou a ser sub-secretário de Finanças e de outras figuras pmdebistas, foi anunciado, com pompas e circunstâncias, candidato a vice, na chapa encabeçada pela vitoriosa Francisca Mota. Foi mole-mole. Sem esforço maior, além do de acompanhar a então candidata em comícios e reuniões partidárias, sempre vendendo o peixe da amizade com o Poder petista, logrou êxito e transformou-se, de ilustre desconhecido, a vice-prefeito do município.
Durante todo este ano, o primeiro do mandato, mantém uma tímida aproximação com a prefeitura, aparecendo pouco e representando a prefeita, muito menos ainda, em solenidades ocasionais. Nada de um comprometimento que não possa ser transformar em rompimento, no momento oportuno. Lenildo, que não é besta nem nada, tem planos maiores do que o de ficar quatro anos “parasitando” num cargo tão insignificante, hoje, para as suas pretensões maiores. Leia mais...
A sua candidatura a Presidente estadual do PT, foi outra jogada de mestre que quase dá certo na primeira investida. Perdendo por menos de dois por cento, para as disputas de um segundo turno que lhe favoreceria, graças ao apoio que fatalmente receberia do deputado federal Luiz Couto, terceiro colocado no chamado PED, Lenildo, inicialmente guiado pelo apoio e as preces do deputado estadual Frei Anastácio, tornou-se, pelo apoio deste, conhecido em todo o território paraibano, notadamente no interior, base eleitoral partidária que quase lhe dá a pretendida vitória. Na capital e mais alguns municípios, já era conhecido, tendo em vista ter sido, por curto espaço de tempo, Superintendente do INCRA na Paraíba. No restante, era um ilustre desconhecido, a exemplo de Patos, quando aqui chegou.
Era o que estava faltando, para a tentativa de voo mais amplo, ou seja, uma candidatura ano que vem, possivelmente, á Câmara Federal, haja vista que sua lealdade ao Frei Anastácio, não permitirá um confronto em pleito para estadual. Candidato a presidência do PT, teve sua figura refletida pela imprensa paraibana, uns contrários, por não conhecê-lo, outros favoráveis por rusga com Luiz Couto ou com o prefeito Luciano Cartaxo. Mas, era isso, justamente, o que pretendia o nosso Lenildo: criar um polo de divergências, onde seu nome estivesse sempre em pauta, suscitando interesses ou contrariando-os, naquela do “fale mal, mas fale de mim”.
O fato é que hoje, toda a Paraíba sabe quem é Lenildo Morais, todos sabem da sua capacidade de persuasão, de convencimento. De ilustre desconhecido em sua cidade – menos do tio Adilton – passa hoje a ser figura estadual, nome de destaque no Partido dos Trabalhadores. Pra ele, caso entre para federal, contará com o desgaste já anunciado do deputado Luiz Couto e das pretensões do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo de lançar Lúcélio, que se algum mérito puder apresentar, este será unicamente o de ser irmão gêmeo do alcaide pessoense.
Em Patos, caso confirme candidatura, terá como adversários já anunciados Hugo Mota (PMDB), que vai pra reeleição e Pedro Cunha Lima(PSDB), que, a exemplo de Lucélio Cartaxo, o mérito que tem, é o de ser filho do senador Càssio. E, como Patos tem demonstrado ultimamente o gosto em votar nos filhos da terra, é bem possível que polarize sua candidatura com a de Hugo, que diga-se a bem da verdade, vem desempenhando bom mandato.
Que ninguém brinque com o disposto e renitente Lenildo, que, parece, desta vez, “bateu o prego e virou a ponta”
José Augusto Longo / E-mail(josaugusto09@gmail.com)
Aportando em Patos ha coisa de dois anos, conhecedor de que o PT local carecia de liderança, foi logo reunindo a turma, assumindo o leme de um barco em vias de naufrágio, e mandou ver: todos teriam que romper imediatamente com o prefeito Nabor Wanderley, entregar todos os cargos, inclusive o único vereador do partido, Edleudo Lucena, teria que seguir os companheiros e passar a oposição. Todos obedeceram como cordeirinhos, já que Lenildo anunciou com a firmeza de um petista que, “prego batido e ponta virada”, sairia candidato a prefeito, criando por aqui a tão desejada e quase impossível terceira via, fazendo sérias críticas ao esquema do então prefeito, segundo ele, à época, componente de uma nefasta oligarquia que continua perdurando até hoje e a qual, inteligentemente, se aliou posteriormente. Pregando aos quatro ventos ser amigo pessoal de Lula e de Dilma – papa e “papiza” do PT e do Brasil, imediatamente cooptou toda a imprensa local, ávida de novidades políticas, numa terra onde imperavam – e ainda imperam – duas únicas famílias, desde antanho.
Ocorre que o seu intento era outro: precisava se mostrar, aparecer, ser conhecido além do tio Adilton. Conseguiu. E o que é melhor, transformou-se em objeto do desejo do PMDB, useiro e vezeiro em pegar carona no prestígio alheio. Desbancando nomes fortes, como por exemplo, Bonifácio Rocha – PSB -, que depois alegou fidelidade ao governador, de quem chegou a ser sub-secretário de Finanças e de outras figuras pmdebistas, foi anunciado, com pompas e circunstâncias, candidato a vice, na chapa encabeçada pela vitoriosa Francisca Mota. Foi mole-mole. Sem esforço maior, além do de acompanhar a então candidata em comícios e reuniões partidárias, sempre vendendo o peixe da amizade com o Poder petista, logrou êxito e transformou-se, de ilustre desconhecido, a vice-prefeito do município.
Durante todo este ano, o primeiro do mandato, mantém uma tímida aproximação com a prefeitura, aparecendo pouco e representando a prefeita, muito menos ainda, em solenidades ocasionais. Nada de um comprometimento que não possa ser transformar em rompimento, no momento oportuno. Lenildo, que não é besta nem nada, tem planos maiores do que o de ficar quatro anos “parasitando” num cargo tão insignificante, hoje, para as suas pretensões maiores. Leia mais...
A sua candidatura a Presidente estadual do PT, foi outra jogada de mestre que quase dá certo na primeira investida. Perdendo por menos de dois por cento, para as disputas de um segundo turno que lhe favoreceria, graças ao apoio que fatalmente receberia do deputado federal Luiz Couto, terceiro colocado no chamado PED, Lenildo, inicialmente guiado pelo apoio e as preces do deputado estadual Frei Anastácio, tornou-se, pelo apoio deste, conhecido em todo o território paraibano, notadamente no interior, base eleitoral partidária que quase lhe dá a pretendida vitória. Na capital e mais alguns municípios, já era conhecido, tendo em vista ter sido, por curto espaço de tempo, Superintendente do INCRA na Paraíba. No restante, era um ilustre desconhecido, a exemplo de Patos, quando aqui chegou.
Era o que estava faltando, para a tentativa de voo mais amplo, ou seja, uma candidatura ano que vem, possivelmente, á Câmara Federal, haja vista que sua lealdade ao Frei Anastácio, não permitirá um confronto em pleito para estadual. Candidato a presidência do PT, teve sua figura refletida pela imprensa paraibana, uns contrários, por não conhecê-lo, outros favoráveis por rusga com Luiz Couto ou com o prefeito Luciano Cartaxo. Mas, era isso, justamente, o que pretendia o nosso Lenildo: criar um polo de divergências, onde seu nome estivesse sempre em pauta, suscitando interesses ou contrariando-os, naquela do “fale mal, mas fale de mim”.
O fato é que hoje, toda a Paraíba sabe quem é Lenildo Morais, todos sabem da sua capacidade de persuasão, de convencimento. De ilustre desconhecido em sua cidade – menos do tio Adilton – passa hoje a ser figura estadual, nome de destaque no Partido dos Trabalhadores. Pra ele, caso entre para federal, contará com o desgaste já anunciado do deputado Luiz Couto e das pretensões do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo de lançar Lúcélio, que se algum mérito puder apresentar, este será unicamente o de ser irmão gêmeo do alcaide pessoense.
Em Patos, caso confirme candidatura, terá como adversários já anunciados Hugo Mota (PMDB), que vai pra reeleição e Pedro Cunha Lima(PSDB), que, a exemplo de Lucélio Cartaxo, o mérito que tem, é o de ser filho do senador Càssio. E, como Patos tem demonstrado ultimamente o gosto em votar nos filhos da terra, é bem possível que polarize sua candidatura com a de Hugo, que diga-se a bem da verdade, vem desempenhando bom mandato.
Que ninguém brinque com o disposto e renitente Lenildo, que, parece, desta vez, “bateu o prego e virou a ponta”
José Augusto Longo / E-mail(josaugusto09@gmail.com)

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