terça-feira, 12 de novembro de 2013

Marcos Marinho e a manipulação de meu texto

Com um misto de surpresa e estudado respeito, li o artigo do colega Marcos Marinho sobre post em meu blog analisando os ônus e bônus de uma possível candidatura do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ao Governo do Estado em 2014.

Uma das penas mais aquinhoadas do Estado em termos de técnica de redação, malícia na abordagem e sedução pela estrutura do texto, Marcos Marinho é um ás na capacidade de construir conceitos a partir do que considera "essencial" para seus objetivos, mesmo que os elementos usados venham a ser "acessórios" no texto que atribui como fonte.

Respeito a interpretação livre de quem quer que seja sobre o que escrevo. Mas considero essencial que, antes de se "comer gato por lebre" a partir da leitura enviesada e eventualmente distorcida de aspectos de artigos de minha autoria, tenha-se o trabalho de ler o post, sem afetações políticas subterrâneas ou tentativa de se "forçar a barra". Um mínimo de honestidade intelectual faz bem a qualquer história profissional.

Em nenhum momento, profeticamente, anuncio rompimento entre Cássio e o governador Ricardo Coutinho (PSB) e, muito menos, estabeleço como uma verdade inquestionável dentro do grupo do senador a decisão estaparfúdia de simplesmente haver adesão à candidatura do ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB).

Como é claramente exibido no meu texto, a minha análise traz à tona, entre muitas outras questões, o fato de que há sim segmento entre os aliados radicais do ex-governador que chega até a ameaçar apoiar Veneziano. Nada demais, aliás. Entre os ricardistas, há quem não considere extremamente vital (sem trocadilhos) o apoio de Cássio em 2014. 

Daí a se deduzir que uma citação desse fenômeno interno natural a todo e qualquer grupo - seja tucano, petista, cassista, ricardista, vitalista ou qualquer outro - reflete, de forma automática, um processo de rompimento ou mudança extrema de posição por parte dos principais protagonistas, vai-se uma distância de anos-luz. Algo só possível mesmo a uma mente criativa e sagaz como a de Marcos Marinho, reconhecidamente um mago no uso das palavras em prol de suas conveniências.

Ficarei muito tranquilo em ser julgado pelo que escrevo. Já não me sinto à vontade, porém, em ter meu texto distorcido e instrumentalizado ao sabor dos interesses alheios.

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