As bancadas de situação e oposição da Assembleia Legislativa entraram
em conflito na sessão desta quarta-feira (6) após o quórum mínimo para
votação ter sido quebrado. Os governistas acusaram os adversários de
promover a manobra para esvaziar o plenário. Mais de 30 matérias - entre
projetos, pareceres e requerimentos – deveriam ter sido votados .
Tradicionalmente as votações da Assembleia acontecem nas quartas.
Durante o pequeno expediente mais de 20 deputados estavam no plenário,
mas na hora da abertura da ordem do dia apenas 17 se encontravam
presente, quando o quórum mínimo para votação é 18.
“Foi boicote por parte da oposição que não queria que houvesse
votação. Estamos aqui para cumprir o nosso papel, estamos para debater, a
oposição também deveria ficar para o debate”, afirmou o governista
Lindolfo Pires.
Já o líder da oposição, Anísio Maia (PT) , negou que tivesse ocorrido
uma ação orquestrada por parte do seu grupo. “Toda vez que falta quórum
a oposição tem culpa. Ele foi quebrado porque saíram deputados de ambos
aos lados”, afirmou. Ele explicou que a quebra de quórum é uma
estratégia permitida pelo regimento. “Mas não foi o caso de hoje, não
sei porque houve a quebra” , completou.
Após ter sido registrado que não haveria votação, os parlamentares
voltaram ao plenário e com isso o deputado Carlos Dunga (PTB) pediu uma
nova contagem, mas o pedido foi rejeitado pela Mesa Diretora da
Assembleia Legislativa.
Jhonathan Oliveira

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