quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Vídeo apresenta o estudo feito pela Casa de José Américo sobre os sítios arqueológicos na Paraíba

O que impede nossa região de ser um polo turístico?

Cachoeira do Pedro ,: Picui - PB
Em um vídeo que Apresenta o estudo feito pela Casa de José Américo sobre os sítios arqueológicos na Paraíba, identificando pinturas rupestres nos municípios de Serra Branca, São Mamede, São José do Cariri e Cabaceiras. 



O vídeo nos mostra o potencial econômico que está deixando de ser utilizado, e retrata a triste história da Paraíba que exterminou seus índios e hoje está deixando se perder esse rico patrimônio histórico e cultural.

Cidades com grande potencial turístico como Salgadinho, Passagem, Quixaba, São Mamede, São José do espinharas e tantas outras que poderiam organizar um consórcio para incentivar o turismo regional. O que falta? Vontade politica? Ou é a velha picuinha partidária que impede que os municípios se unam para buscar uma forma de desenvolvimento, se preocupando também com a preservação. 

Hoje o Ecoturismo associado ao arqueoturismo, são os setores que mais crescem no mercado, e que visa promover o interesse público em arqueologia e conservação do patrimônio histórico.“O património proporciona a possibilidade de poder ‘contar histórias’ acerca dum território e da sua gente”, e se torna elemento-chave do sucesso dum destino turístico.

Resumindo, o principal valor acrescentado que o patrimônio, e em particular o patrimônio arqueológico, confere ao turismo é, portanto, ligado à sua capacidade de diferenciar e conferir unicidade e autenticidade a um destino, que não se esgotam apenas nos benefícios para o sector turístico, se estendem para o desenvolvimento social, cultural e geração de emprego e renda.

Em São Mamede a ação do homem pode por FIM a este acervo cultural da humanidade, o vídeo mostra que ação do homem vem destruindo as inscrições rupestres através de pedreiras existentes nas áreas dos sítios arqueológicos. 

Segundo o Vídeo produzido pela Casa José Américo no município de São Mamede foram encontrados 14 sítios Arqueológicos que poderia ser explorado com o turismo gerando assim conhecimento cultural e econômico para a cidade. 

Veja mais sobre Sítios Arqueológicos:

A Paraíba, possui parte de um grande complexo arqueológico, que abrange tanto o litoral brasileiro, como o seu interior, são centenas de locais com presença de testemunhos arqueológicos, os quais estão quase sempre sem nenhuma proteção e aos poucos estão sendo destruídos. Foi no estado da Paraíba que se registrou o primeiro sítio arqueológico do Brasil. "Feleciano Coelho, então Capitão - Mor da província da Paraíba em 1580, registrou em seus autos a presença de uma pedra lavrada próximo ao rio Arasoagipe, eram gravuras e desenhos de cruzes e molduras em formação rochosa".

As Itacoatiaras do Ingá, é outro privilégio que nos paraibanos temos, inserida no rio Bacamarte no município de Ingá, possui o maior conjunto rupestre de gravuras concentrado em um único megalítico, são três painéis com belas e intrigantes figuras. Com certeza as itacoatiaras do Ingá são as mais famosas do Brasil.

Os sítios arqueológicos da Paraíba são de vários tipos: Abrigo sobre rocha (com pinturas rupestres, material lítico, vestígios de fogueiras, cacos de cerâmicas e quase sempre com sepulíamentos humanos), sítio de industria lítica ( com grande quantidades de micro lascas, ponta de flechas, forno para aquecimento da pedra, incisões nos blocos de rocha para polir o material lítico, etc.), Matacões com pinturas e/ou gravuras rupestres, quase sempre estes sítios estão localizados no alto de serras e serrotes. Por fim as Itacoatiaras, que segundo Gabriela Martin, são obras dos povos Cariris e que. estão ligadas ao ritual das águas. Os sítios mais pesquisados pelo PROCA, são os de registros rupestres, pois são eles o de maior quantidade e que precisam de maior proteção. "O homem aprende a desenhar nas paredes das pedras à cerca de 30 mil anos atrás e dá origem a um complexo e temático acervo pré-histórico, onde já se pode pensar em um tema, estilo, tradição dos povos primitivos, os quais através de sua arte pintada ou gravada nós revela parte do seu cotidiano. Na mistura de cores e formas, os vestígios rupestres apesar de serem muito valiosos, são talvez o mais frágil de todos, provavelmente por serem o mais explicito é exposto as intempéries, ou pior, a ação destruidora do homem".

Segundo levantamento bibliográfico e de campo realizado pelo Programa de Conscientização Arqueológica - PROCA, a Paraíba possui mais de 1000'sítios arqueológicos, os quais estão mais concentrados no interior do estado.

A professora Ruth Trindade de Almeida, pesquisou e publicou em 1979 o cadastro de 49 sítios arqueológicos e indicou mais 45 ocorrência nos Cariris Velhos. A pesquisa de Trindade foi sobre a Arte Rupestre nos sítios arqueológicos do Cariri paraibano. Até hoje o livro de Trindade serve como guia para a pesquisa arqueológica na Paraíba. Outra publicação que serve de fonte de pesquisa é "INDÍCIOS DE UMA CIVILIZAÇÃO ANTIQUÍSSIMA" de José de Azevedo Dantas, publicado pela editora A UNIÃO, Biblioteca Paraibana - 1994. Além dessas duas publicações, não se dispõe de nem unia outra obra, que merece citações. Pois os artigos e livros sobre o assunto, falam sempre dos sítios já catalogados e citados nas duas publicações mencionadas anteriormente.

Os sítios arqueológicos, não servem apenas para a compreensão e construção da pré-história, servem também para a exploração turística, a qual sendo bem organizada e difundida poderá ajudar as comunidades que habitam as proximidades dos sítios arqueológicos. Claro que é necessário um estudo de base interdisciplinar para se estalar a visitação turísticas nos monumentos pré-históricos, pois um sítio arqueológico é bastante frágil e sua destruição é irreversível, devemos lembrar que o homem ao esculpir uma rocha ou desenhar, estava ele em contexto com seu tempo e espaço, não podendo hoje atribuirmos valores atuais, desta forma uma vez pichado ou danificados por outros meios, dificilmente será revertido o quadro destrutivo. Os vestígios que estão sedimentados , mesmo estando afastado da visão imediata dos curiosos, não está longe de ser danificados, pois por menor que seja a remoção de posição de um objeto, o resultado cronológico poderá ser de milhares de anos de erro e se tirada a peça sem o devido trabalho arqueológico, poderá o objeto virar peça de estante sem contexto algum.



Um sítio arqueológico isolado não tem tanta importância para o estudo da Arqueologia, o quanto tem um conjunto de sítios, pois um sítio arqueológico sempre está em contexto com outro, a flora também é muito importante na análise, devendo esta também ser parte do sítio e consequentíemente protegida.


Pinturas e Gravuras Rupestres

Quando o Homem passa a viver em sociedade a comunicação torna-se essencial. Um dos primeiros tipos de arte, usada para comunicar, fora as lendárias “Pinturas Rupestres”. O ser humano passa a se expressar através das gravuras deixadas nas rochas. Representa o cotidiano: as danças, guerras, caçadas, objetos, animais; ou grafismos. Descobrem-se meios de adquirir cores variadas e métodos novos de fabricação. Essa evolução, lenta e gradual, nos levou a categoria mais alta dentre a cadeia terrestre. 

François de Belleforest, em 1575, publicou suas observações feitas na gruta de Rouffignac, na França. Conferiram tais artes aos camponeses, aos pastores e também aos Jesuítas. O primeiro a atribuir essa arte aos povos primitivos fora Marcelino Sanz de Sautuola, no ano de 1868, na cidade Cântabro de Santillana del Mar, na Espanha, na Gruta de Altamira. Na ocasião, sua filha Maria, então com oito anos, descobriu ao adentrar numa ala da caverna, várias pinturas. O pai juntamente com a filha procurava peças Pré-Históricas no local. Sua autenticidade, contudo, só foi reconhecida em 1902. Marcelino morreu antes de ver suas teorias aceitas. As gravuras de Altamira são datadas de 14.000 anos.

No Brasil estão catalogados cerca de 800 sítios históricos com pinturas rupestres. Ainda existe a possibilidade de novas descobertas. Muitos dos sítios, hoje, estão deteriorados pela ação predatória do homem. Os mais importantes (por receber maior atenção) destacam-se a região do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, de Lagoa Santa e Peruaçu, em Minas Gerais, e da Pedra Pintada, no Pará. No município de Paramirim, na Bahia, apenas aqueles que eu tenho conhecimento são sete sítios rupestres, porém, sabe-se que a quantidade é muito maior. A idade das pinturas rupestres do Brasil encontram-se entre a faixa de 10.000 a 2.000 anos.

As pinturas rupestres são classificadas de acordo os “Estilos” e “Tradições”. As mais difundidas são duas: a "Nordeste" e a "Agreste". A Tradição Nordeste: pinturas entre 15.000 a 6.000 anos. A Agreste: de 6.000 a 2.000. Na primeira, os desenhos representavam cenas do cotidiano, mostra movimento. Nessa encontram muitas pinturas de animais, pessoas e grafismos. A segunda representa o contrario da primeira, são desenhos sem ação. Os Estilos e as Tradições são utilizados para marcar cada etnia de acordo as pinturas criadas. As “tradições”, às vezes, pode ser dividido em sub-tradições de acordo aos estilos usados dentro dessa mesma tradição tendo algumas diferenças de uma para outra. 

As cores eram adquiridas a partir dos minerais: hematita, carvão e tabatinga (um tipo de argila branca), usavam gorduras e sangue de animais para melhor fixar. Pitavam com os dedos, ou usava uma forma rústica de pincel de pelo ou pena, ou almofadas feitas de musgo ou folhas. 
Sabe-se pouco sobre esses artistas Pré-Históricos. Não conseguem ligar esses homens com os índios atuais, se é que exista uma ligação. 






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